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27/08/2008 - Crédito imobiliário: mesmo com aumento da Selic, setor deve se manter aquecido
O recente aumento na taxa básica de juro da economia, a Selic, não deve causar reflexos negativos para o crédito imobiliário no curto prazo, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (27) pela Link Investimentos, que também projeta aquecimento ainda maior do setor no segundo semestre deste ano.
A corretora embasa suas previsões em dados como os da Caixa Econômica Federal, que, segundo a Link, já havia divulgado sua expectativa de crescimento do crédito imobiliário para o ano, de cerca 35%, "fato que dá força para que as empresas do setor continuem mostrando um volume de vendas elevado".
O relatório da corretora ressalta ainda que a forte captação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) durante o ano, por conta do aquecimento da economia interna e do conseqüente aumento de trabalhadores registrados, possibilitou a elevação no volume de recursos do fundo destinados aos financiamentos habitacionais.
Liberação de recursos
Em reunião realizada na última terça (26), o Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou a liberação de R$ 1,5 bilhão em recursos para investimentos em programas de habitação destinados a pessoas físicas e jurídicas.
Com a entrada de mais dinheiro, o FGTS passará a destinar R$ 8,45 bilhões para o setor. De acordo com nota publicada no site do Ministério do Trabalho, 50% dos recursos serão destinados à área de Habitação Popular para operações de crédito que tenham por objetivo a produção ou aquisição de imóveis novos.
Além disso, o fundo também liberou cerca de R$ 500 milhões a serem aplicados no Pró-Moradia, Programa de Atendimento Habitacional, que passa a ter valor total de R$ 2 bilhões para 2008.
"Certamente, a arrecadação do Fundo vai bater recordes e eu não duvido que chegue a R$ 8 bilhões. E esse aumento está diretamente relacionado à maior formalização de trabalhadores em todo o País", destacou o ministro.
Flexibilização
No começo do mês, o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria de Construção), Paulo Safady Simão, já havia comentado a respeito da flexibilização do uso de recursos do FGTS por famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Segundo ele, isso poderia ampliar as oportunidades de aquisição da casa própria, pois é nessa faixa de rendimento que está grande parte dos brasileiros sem casa.
Mesmo com o aumento de 58,9% na contratação de créditos para a aquisição da casa própria no primeiro semestre, sobre o mesmo período de 2007, Safady defende o uso do FGTS como forma de diminuir o déficit habitacional do País, em torno de 8 milhões de moradias.
Fonte: InfoMoney
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