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  03/12/2008 - Apesar da crise, setor de construção civil deve crescer 10% em 2008

O desempenho do setor de construção civil foi considerado excepcional pelo SindusCon-SP (Sindicato da Construção de São Paulo) Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), o presidente da instituição, Sérgio Watanabe, afirmou que, mesmo com o agravamento da crise no último trimestre desse ano, os números do setor são favoráveis.

"Iremos registrar crescimento de 10% em 2008. O crescimento maior do que o PIB é justificado pelas obras já contratadas, que deverão assegurar, inclusive, um crescimento das atividade do setor pelo menos até o fim do primeiro trimestre de 2009", explicou.

Porém, para o próximo ano, as expectativas de crescimento são mais modestas. "Cresceremos menos, mas não falamos em recessão, teremos apenas em um quadro de desaceleração. A expectativa é de que o setor cresça entre 3,5% e 4,5% em 2009".

Pontos positivos

Ainda durante a coletiva de imprensa, a economista da FGV Projetos, Ana Maria Castelo, falou dos pontos positivos que o setor apresentou em relação a 2007.

"O financiamento habitacional com recursos da poupança foi 80% superior ao concedido no ano passado, o faturamento da indústria de materiais no mercado interno apresentou expansão de 36,5%, sem falar que houve aumento de 342 mil postos de trabalho em relação a outubro de 2007", contou a economista.

No entanto, nem tudo foi positivo no crescimento do setor neste ano. "Infelizmente o crescimento significativo que registramos fez com que a disponibilidade de insumos diminuísse, trazendo à tona questões como a capacidade de oferta da indústria de materiais e o contingente de mão-de-obra qualificada no mercado". Além disso, a economista citou o aumento expressivo do custo dos insumos. "Os preços das matérias-primas subiram e elevaram o custo de construção em 11%, isso aumenta as dificuldades das empresas".

Para Watanabe, a permanência da alta de preços de alguns materiais é muito preocupante, sobretudo em insumos estratégicos. "Enquanto no mundo os preços de todas as commodities caem, aqui eles sobem injustificadamente, aumentando ainda mais o desequilíbrio econômico- financeiro dos contratos de obras".


Fonte: InfoMoney

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