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  03/12/2008 - "Taxa de juro menor ajudará brasileiros a terem casa própria", diz Sinduscon-SP

A decisão do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em reduzir as taxas de juros dos financiamentos imobiliários para quem tem renda bruta de até R$ 2 mil é vista com bons olhos pelo presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Construção de São Paulo), Sérgio Watanabe.

De acordo com as novas regras, as taxas passarão de TR (taxa referencial) mais 6% ao ano para TR mais 5% ao ano. "Para muitos, um ponto percentual pode parecer pouco, mas, para quem tem uma renda de até cinco salários mínimos, R$ 30, R$ 40, R$ 50 fazem muita diferença. Por isso, essa medida é extremamente positiva e significativa".

Para o presidente, esse um ponto percentual que foi retirado da taxa de juros pode significar a diferença entre ter ou não uma casa própria. "Às vezes, R$ 50 por mês impedem que uma família entre em um financiamento imobiliário e consiga adquirir um imóvel. Por isso, essa redução é tão significativa. Um ponto percentual em um período longo, de 25 ou 30 anos, que é quanto dura um financiamento imobiliário, pesa bastante no bolso", justifica.

Mercado imobiliário

Para Watanabe, apesar de pesquisas mostrarem que os incorporadores se sentem mais confortáveis ao lançarem imóveis para alta renda, o mercado imobiliário estará voltado para produtos que se encaixam dentro do sistema financeiro da habitação em 2009.

"O setor que deve apresentar grande expansão é o de imóveis que têm recursos de financiamento por meio do FGTS ou dos depósitos de caderneta de poupança", afirma.

Ainda de acordo com o presidente, as únicas coisas que podem afetar o lançamento de projetos para baixa renda ou supereconômicos - como são chamados - são a expectativa de empregos ou a alta excessiva da inflação. "A redução no número de postos de trabalho e a inflação são fatores devastadores para o mercado imobiliário, porque cortam a capacidade de renda das famílias drasticamente", explica.

Porém, Watanabe mostra-se otimista. "Mas eu não acredito que passaremos por isso, não. O que precisamos é lutar pela preservação dos empregos, que é fundamental para o Brasil continuar crescendo e ofertando esse tipo de imóvel. Afinal, temos um grande déficit habitacional e ele precisa ser reduzido".


Fonte: InfoMoney

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