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20/02/2009 - Baixa renda deve comprar mais imóveis após pacote de Lula
Depois de um 2008 com recordes de vendas seguidos de quedas bruscas nos negócios por conta da crise econômica mundial, a expectativa da construção civil para 2009 é de retomada da confiança. Carlos Alberto Aita, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-RS), acredita que o pacote prometido pelo governo federal devolva a autoestima ao mercado.
No mercado imobiliário, o segmento popular (famílias com renda de até R$ 2 mil que buscam moradias na faixa de R$ 60 mil) e o econômico (imóveis de até R$ 235 mil) devem puxar as vendas em 2009, diz Aita.
Apesar do cenário controverso, o ano passado fechou com números positivos. No período, o mercado imobiliário de Porto Alegre registrou aumento de 26,58% na venda de imóveis novos, na comparação com 2007 (veja quadro).
O destaque ficou por conta do segmento econômico, que representou 62% do total negociado no ano. Esse perfil de unidade encontrou amparo na ampla oferta de crédito com juros compatíveis com o bolso dos compradores.
Somados às medidas governamentais de incentivo ao setor prometidas para o pós-Carnaval, os investimentos públicos em infraestrutura previstos para 2009 são a outra aposta para restabelecer o crescimento da construção civil no Estado. Para o atual período, o sindicato projeta a destinação de R$ 400 milhões, entre obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e verbas da prefeitura da Capital e do governo do Estado.
– Percentualmente, o investimento público representa 18% do previstos para o período – disse Aita ontem, durante o balanço setorial da instituição.
Governo estuda abater juro da casa própria no IR
O mercado imobiliário, porém, continuará sendo o principal impulso da construção civil gaúcha. Apesar da expansão dos imóveis para as classes de menor renda, os empreendimentos de alto padrão deverão manter os atuais índices de crescimento.
Entre as previsões positivas, o economista do Sinduscon Marco Túlio Kalil Ferreyro espera que, em poucos meses, o mercado volte a operar com taxas de juros menores e prazos de financiamento mais alongados, entre 20 anos e 30 anos. Ferreyro acredita que o governo forçará o cenário reduzindo as taxas nos bancos públicos. Por força da concorrência, os privados terão de se adequar.
– O melhor cenário de taxas de juros, em média, seria de 7% ao ano. Nós estávamos quase chegando nesse patamar – revela o economista.
Do lado do governo, a equipe econômica está fazendo os últimos ajustes no tamanho dos subsídios que serão concedidos a empresas e pessoas físicas que buscam a casa própria. Na mesa dos técnicos do Ministério da Fazenda, estão ações como a possibilidade de abater do Imposto de Renda o pagamento de juros com a compra de imóveis.
Fonte: Zero Hora
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