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02/03/2009 - Habitação aguarda ansiosa por carência no pagamento de parcelas de financiamento
A carência no pagamento de parcelas do financiamento imobiliário, caso as famílias passem por dificuldades financeiras, como uma situação temporária de desemprego, é a proposta mais aguardada pelo setor de construção civil, segundo declaração do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana.
A medida que, segundo Crestana, pode aquecer as vendas no setor e trazer segurança para o consumidor, "já que as pessoas terão maior confiança em assumir uma dívida longa", pode funcionar de duas maneiras.
Na primeira hipótese, o prazo do financiamento seria acrescido pelo número de mensalidades em atraso. Por exemplo, se a pessoa fez um financiamento em 360 meses, mas atrasou cinco mensalidades, o financiamento dela passaria a 365 meses. Porém, as últimas mensalidades (referentes ao período em atraso) seriam cobradas com juros e correção monetária.
Já na segunda alternativa, o valor atrasado (também acrescido de juros e correção monetária) seria dividido pelo número total de mensalidades restantes.
Outras medidas
Além da carência para o pagamento de parcelas de financiamento imobiliário, o Secovi espera que o governo anuncie outras medidas reivindicadas pelo setor, como a criação de um subsídio para famílias de baixa renda, na qual o governo arcaria com a metade da parcela ou do valor do imóvel, e a desoneração tributária.
"Em uma casa, por exemplo, que custa R$ 50 mil, cerca de R$ 15 mil são impostos. É inconcebível que imóveis destinados à habitação popular paguem este tanto de impostos", argumenta Crestana.
Fonte: InfoMoney
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