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  02/03/2009 - Atraso no anúncio de medidas para habitação é preocupante, diz entidade

O atraso do governo para o lançamento das medidas de incentivo à habitação é preocupante, segundo avalia o presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Sérgio Watanabe.

Segundo ele, dependendo do número de documentos necessários (incluindo certidões, licenças, etc), entre a decisão de empreender e o início de uma construção, decorre um prazo que pode variar de seis a 18 meses, o que impediria o governo de atingir a meta de 1 milhão de novas moradias até o final do ano de 2010.

Por outro lado, avalia Watanabe, caso as medidas prometidas pelo governo e previstas para serem anunciadas em janeiro, em fevereiro e agora março sejam bem-sucedidas, haverá uma injeção de confiança e otimismo em um segmento que foi obrigado a se replanejar, por conta dos efeitos da crise financeira internacional.

Medidas

O Sinduscon-SP espera que o plano de incentivo estabeleça e deixe institucionalizado para o longo prazo regras que induzam à construção e comercialização de imóveis. Além disso, para o sindicato, a maior beneficiária das tais medidas deve ser a população de baixa renda, cujo rendimento mensal não ultrapasse cinco salários mínimos.

Assim como outros órgãos representativos do setor, a entidade aguarda ainda a desoneração tributária para os projetos imobiliários e de habitação de interesse social e que o governo desenvolva ações para que os bancos diminuam suas taxas de juros, a fim de que se tornem compatíveis com o longo prazo dos financiamentos.


Fonte: InfoMoney

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