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  09/03/2009 - Crise: presidente do Secovi comenta possíveis mudanças na aquisição de imóveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na última semana que anunciará um plano de incentivo ao setor imobiliário assim que voltar de sua viagem aos Estados Unidos, que acontece entre os dias 13 e 16 de março.

O plano é aguardado desde o mês de janeiro. "Eu perguntei pessoalmente à ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, porque o pacote está demorando tanto para sair, já que ele é tão necessário. Ela me respondeu que é porque estavam sendo feito ajustes para que o pacote seja benéfico tanto para consumidores quanto para os empresários", afirma o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana.

Mudanças

Crestana explica que ainda há muita especulação e divergência sobre os pontos que o plano deve contemplar.

"Ainda não sabemos ao certos quais medidas serão anunciadas pelo governo, mas estamos lutando para que o pacote aumente o poder de compra do consumidor e permita que muitas empresas possam oferecer produtos, favorecendo a concorrência. Acreditamos que a ampliação do poder de compra do consumidor e da concorrência é a fórmula para minimizar os impactos da crise no setor e aumentar as vendas".

Porém, o presidente do Secovi comentou algumas das medidas que ele acredita que farão parte do plano:

Subsídio - "Primeiramente, acreditamos que o plano vai incorporar o subsídio, que é um crédito que o comprador terá para que as parcelas sejam menores. Quem ganha de 1 a 3 salários mínimos deve ter subsídio entre 70% e 80% do valor da parcela. Já quem tem renda entre 3 e 6 salários, terá entre 25% e 40% de subsidio. Já quem ganha entre 6 e 10 salários vai ter 10% ou 15% de subsidio, o que já é um grande benefício ao consumidor".

Seguro de Vida - "Atualmente, nos financiamentos habitacionais, é cobrado um seguro de vida proporcional à idade do tomador, que chega a representar 35% para os mutuários com mais de 60 anos. Informado sobre esse seguro, o presidente Lula achou o valor absurdo e garantiu que ele será zerado para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos e reduzido para as que ganham até 10 salários".

Tabela Price - "A retomada da Tabela Price é uma das melhores medidas, porque, ao contrário do Sistema de Amortização Constante, em que as parcelas começam mais altas e vão diminuindo com o passar do tempo, a tabela [Price] tem valores iguais durante todo o período, portanto, começa com parcelas menores, o que é uma ótima porta de entrada para o consumidor. Outra grande vantagem da Price é que, com ela, o banco pode capitalizar as prestações não pagas. Assim, uma pessoa que comprou um apartamento, mas perde o emprego, pode ter as parcelas não pagas capitalizadas pelo banco, o que vai permitir que o valor dessas parcelas seja agregado ao saldo devedor e seja pago apenas mais para frente. Isso traz segurança ao consumidor que passa por uma dificuldade momentânea, porque ele tem a certeza de que não perderá tudo o que já pagou".

FGTS - "Nós estamos lutando para que haja alterações na forma como as pessoas utilizam o FGTS na hora de adquirir um imóvel. Uma das medidas que gostaríamos que fosse adotada é a possibilidade dos 8% do salário do trabalhador que mensalmente são depositados no Fundo de Garantia serem usados para o pagamento das parcelas do financiamento. Mas essa medida está enfrentando bastante resistência".


Fonte: InfoMoney

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