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  28/03/2009 - Resposta imediata: pacote aumenta movimento de clientes nas construtoras

Após o anúncio do pacote habitacional, feito pelo governo na quarta-feira (25), construtoras que mantêm negócios direcionados ao segmento econômico registraram recorde no movimento de interessados em adquirir um imóvel.

De acordo com a Tenda, o aumento de cadastros no site da empresa no dia do anúncio foi de mais de sete vezes (641%). O número saltou de uma média de 525 por dia para 3.890 somente na quarta. O acesso ao portal cresceu 85%, de 10 mil diários para 18,4 mil há dois dias.

Segmento atrativo

Outra construtora que também percebeu uma resposta rápida do brasileiro foi a Rossi. "Houve aumento expressivo, tanto no site quanto nas ligações, assim como nos estandes de venda. No final de semana, certamente deve ter mais consultas do que vínhamos tendo", afirmou o diretor de RI (Relação com Investidores) e CFO (diretor-financeiro) da Rossi, Cássio Audi.

Com o novo pacote, o segmento de baixa renda se tornou ainda mais atrativo para as construtoras. A Rossi, que direcionou 13% de seus lançamentos de 2007 para a baixa renda, e 29% em 2008, anunciou nesta sexta-feira (27) que as unidades nesse segmento devem responder por metade das colocadas no mercado este ano. "Com o plano, pode ser maior ainda", disse Audi.

Ambicioso e ousado

Em relação ao pacote, o diretor da Rossi afirmou que é "ambicioso" e que é positivo para o setor da construção civil, principalmente no que diz respeito à geração de empregos.

A gerente-geral da Lello, Roseli Hernandes, disse que o pacote, direcionado para a baixa renda, é "ousado". Porém, ela enxerga com "bons olhos" a iniciativa. Ela afirmou que essa população está bastante atenta às novas medidas.

O pacote

Ao todo, serão investidos R$ 34 bilhões na construção de cerca de 1 milhão de moradias destinadas à população com renda de até 10 salários mínimos. Os recursos virão da União e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e serão divididos da seguinte maneira:

Para as famílias com renda de até três salários mínimos: serão construídas 400 mil moradias, com investimentos de R$ 16 bilhões. A prestação mínima será de R$ 50, visto que a parcela deverá comprometer até 10% da renda pelo prazo de 10 anos. Essas famílias terão subsídio integral com isenção do seguro.

Para as famílias com renda de três a seis salários mínimos: o programa construirá também 400 mil residências, com previsão de investimentos de R$ 10 bilhões. Haverá aumento do subsídio parcial em financiamentos com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

Para as famílias com renda de seis a 10 mínimos: serão beneficiadas com 200 mil moradias, redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.


Fonte: InfoMoney

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