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21/05/2009 - Setor reage e volta a crescer em março
Com um empurrãozinho do governo federal, os números do setor imobiliário de São Paulo voltaram a crescer em março, mês do lançamento do "Minha Casa, Minha Vida". Segundo dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), foram comercializados, na capital paulista, 2.162 imóveis novos, contra 1.556 de fevereiro e 1.113 de janeiro. Os lançamentos também ganharam força ao londo de 2009. Em março, foram lançadas 1.561 unidades, ante 1.211 de fevereiro e 382 de janeiro.
No total, os lançamentos dos primeiros três meses do ano somaram 3,1 mil moradias, contra 7 mil no período de janeiro a março de 2008. É bom lembrar que o ano passado e 2007 foram períodos atípicos, já que os números ultrapassaram em muito as médias históricas registradas na cidade. Essas 3,1 mil unidades se aproximam bastante do volume de lançamentos residenciais em 2006, quando chegou a 2,7 mil unidades.
De acordo com a Pesquisa Secovi do Mercado Imobiliário (PMI), a comercialização de imóveis residenciais novos na cidade ultrapassou a marca de 4,8 mil unidades. Apesar de o número ser menor que o do ano passado, quando atingiu 8,5 mil moradias, uma sondagem realizada recentemente com os associados do sindicato constatou aceleração dos negócios. A percepção dos empresários entrevistados era de que seria possível fechar o mês de abril com 20% mais de vendas, afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.
Outro dado, divulgado ontem pelo Secovi-SP, é que o ritmo de vendas, medido pelo indicador Vendas sobre Oferta (VSO), deve encerrar 2009 na casa dos 12%, contra os 16,2% de 2007 e os 13,8% de 2008. No primeiro trimestre, esse indicador atingiu a média de 8%, em linha com os 8,1% de 2006.
No primeiro trimestre o volume de vendas (4.831 moradias) foi superior ao número de lançamentos (3.154), o que se reflete no saldo de imóveis disponíveis. Essa tendência já vinha sendo observada desde fevereiro e aumenta a percepção de que o crescimento de estoque registrado nos últimos meses de 2008 começa a ser compensado com as vendas deste ano.
O volume de aplicações das cadernetas de poupança, que era de R$ 3 bilhões em 2004, subiu para a casa de R$ 30 bilhões em 2008. Para este ano, a perspectiva é de que gire em torno de R$ 28 bilhões. Até em função do reforço representado pelo plano governamental e pela iniciativa do banco, a estimativa é de que sejam lançados este ano na cidade de São Paulo 28 mil unidades e comercializadas 29 mil unidades.
Fonte: Gazeta Mercantil
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